Muitos estudos sobre comportamentos de animais diante da morte têm sido divulgados pela mídia. Os relatos e histórias demonstram que muitos animais apresentam reações de tristeza diante da perda de companheiros.
Muitas pessoas acreditam que os animais não têm consciência ou inteligência suficiente para saber o que é a morte. Outras, entretanto, acreditam que eles são capazes de sentir dor ou tristeza diante de perdas, assim como nós.
Diversos estudos têm demostrado que muitos animais apresentam reações fora do habitual diante da morte de seus parceiros, filhotes ou genitores.
O cientista Clive Wynne da Unisersidade da Flórida, acredita que muitos animais podem permanecer um longo tempo ao lado de seus filhotes mortos por acreditarem que estão dormindo ou tendo algum tipo de comportamento similar. A probabilidade de que acreditem que a qualquer momento suas crias vão abrir os olhos e agir de forma que faziam quando eram vivas é muito grande.
Muitas história têm sido divulgadas pela mídia sobre as reações de animais selvagens ou em cativeiro diante a morte de seus companheiros. Em setembro de 2008, o mundo inteiro se sentiu consternado com imagens de Gana, uma gorila de 11 anos segurando o seu filhote morto nos braços. A mãe tocava os dedos do filho com a boca e se recusava a entregar o corpo aos funcionários do zoológico de Munster, Alemanha. Segundo informações, o filhote Cláudio morreu com três meses devido a problemas cardíacos.
A reação de Gana, a mãe gorila, provocou admiração e compaixão de muitas pessoas do mundo inteiro.
Sua triste hiostória foi divulgada por diversas mídias.
A reação de Gana, segundo os primatologistas, foi muito natural, pois praticamente todas as espécies primatas, incluindo os macacos, costumam carregar os filhotes mortos durante dias, tratando-os como se estivessem vivos.
Geralmente, as mães não permitem aproximação de qualquer animal ou mesmo pessoas que possam serará-las de seus filhotes.
A história de Gana no faz pensar, e muito. Em primeiro lugar, ela demonstra que não somos os únicos a sofrer pela perda de entes queridos.
Comportamento semelhante ao de Gana foi apresentado em um estudo realizado por Dora Biro da Universidade de Oxford (Escócia) em 2008, no qual descreveu o comportamento de duas mães chimpanzés que habitam florestas de Guiné.
Durante muito tempo, as mamães carregaram os corpos de seus filhotes mortos para todos os lados e à noite os alojavam nos ninhos.
A primatologista Jane Goodall descreveu, em sua obra Através de uma janela, a reação de Flint, um chimpanzé de 8 anos, diante da morte de sua mãe Flo de 50 anos.
Goodall conta que Flint, três dias após a morte da mães, ficava por muito tempo observando o ninho, agora vazio, em que ele e sua mãe se aconchegavam e onde ela morreu. O seu irmão mais velho, Figan, muitas vezes, o distraía, mas por pouco tempo, pois Flint voltava a fixar sua atenção no ninho. Sua tristeza foi tão grande que acabou adoecendo e morrendo no mesmo ninho em que Flo morrera.
Segundo Michael Wilson professor assistente na Universidade de Minnesota, foi um fato isolado, porque raramente chimpanzés tem tanto sentimento diante da morte de outro adulto. Entre eles, os mais velhos e doentes geralmente se isolam na floresta com o intuito de morrerem sozinhos.
Um estudo realizado por Dora Biro também narra a história da chimpanzé idosa Pansy, que passou suas últimas horas de vida ao lado de três outros chimpanzés com quem dividia o alojamento. Após sua morte, sua filha Rosie permaneceu a noite toda ao seu lado. No dia seguinte, tanto a filha como os dois outros chimpanzés se mantiveram em silêncio e cabisbaixos. Para Biro, a situação demonstra que os animais tinham consciência de que Pansy havia morrido e estavam tristes por isso.
O luto dos animais tem sido observado já algum tempo pelos meios acadêmicos. Os pesquisadores Douglas Hamilton , Cynthia Moss e Joyca Poole acreditam que os animais selvagens também sofrem.
Um exemplo é o ritual de luto dos elefantes na selva. Filhotes de elefantes que presenciam a morte da mãe, por exemplo, muitas vezes acordam gritando.
Quando os elefantes percebem que um companheiro foi ferido ou morto, tentam de diversas formas fazê-lo se erguer, empurrando-o e sacudindo-o como se pretendessem fazê-lo acordar. Os estudiosos relatam também que os elefantes demonstram compaixão por membros de outras manadas e até mesmo com outros animais.
As relações dos animais diante da morte de companheiros também foram constatadas entre lobos, um documentário sobre lobos descreve que, quando uma loba de uma matilha foi atacada por um leão, uivou sozinha por muito tempo.
O restante da matilha se apresentava visivelmente triste, com cabeças e cauldas baixas, até chegarem ao lugar em que ela estava morta, e se mantiveram assim por seis semanas, só depois voltaram sua rotina habitual.
Alguns cientistas já observaram os sentimentos dos golfinhos diante da morte. Joan Gonzalo da Research Institutes Tethys, conta que assistiu a uma mãe golfinho empurrar seu filhote morto à superfície ao longo de dois dias.
fonte: revista animais doutrinas & espiritualidade